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Como um dispositivo IoT simples reduziu custos em 95 mil reais anuais na rotomoldagem

A história de 3 colegas da indústria que criaram um dispositivo IoT para capturar parâmetros de máquinas rústicas e transformaram a gestão de produção em rotomoldagem.

Nem toda inovação industrial nasce em laboratório. Às vezes, nasce no chão de fábrica, quando alguém que entende do processo - de verdade - cansa de improvisações.

Essa é a história de 3 colegas que trabalhavam juntos em uma fábrica de rotomoldagem e perceberam que o processo mais crítico da operação era monitorado por palpite. Sensibilidade dos operadores, anotações de memória, controle paralelo em planilha. Não havia como saber ao certo quantos kilos foram moldados, em quanto tempo, em que temperatura, com que qualidade.

A ineficiência era cara. E fizeram algo a respeito.

O problema da rotomoldagem tradicional

Rotomoldagem é um processo intrinsecamente rústico: máquinas mecânicas simples, difíceis de instrumentar. Não há sensores nativos. O tempo de ciclo é longo (minutos a horas), tornando cada decisão custosa. Um desvio de temperatura de alguns graus, um ciclo que se estendeu demais, um lote de matéria-prima que não reagiu como esperado - ninguém descobre na hora. Descobre no final do turno, quando a peça sai da máquina.

Por isso, a maioria das fábricas de rotomoldagem opera com métricas fantasiosas: "a máquina roda a 80% da capacidade" (estimativa), "as peças têm qualidade boa" (poucos refugos detectados), "o custo por quilo é X" (nunca coletado diretamente).

Decisões sobre paradas, lotes ruins e retrabalhos vinham sempre tarde demais.

A ideia: conectar o que existe

Os três perceberam que a máquina não precisava de sensores caros. Ela já tinha o que importava:

- Um contador mecânico de ciclos (era só ler com câmera ou sensor óptico)

- Indicadores de temperatura na parede (termômetros infravermelhos leem sem contato)

- Matéria-prima em forma de pó (era possível pesá-la antes e depois, capturando a densidade molduração)

- Histórico de paradas (operador anota no chip RFID do lote)

Não precisavam derrubar a máquina para instrumentá-la. Precisavam apenas de um dispositivo que **lesse o que já estava lá** e **publicasse em tempo real**.

Saiu um controlador IoT, alguns sensores baratos, um software de integração e uma dashboard para mostrar os dados. Custo total: menos de 500 reais por máquina.

Como funciona

O dispositivo senta ao lado da máquina. Sensores ópticos contam os ciclos. Termômetros infravermelhos leem a superfície. A balança conectada ao controlador IoT pesa o material antes e depois. O operador toca um cartão RFID quando há parada. Tudo sai automaticamente para a dashboard.

Em tempo real, o gerente vê: quantos ciclos completou, duração média, temperatura, peso moldado, paradas e motivo. Nenhuma anotação manual. Nenhuma planilha paralela.

O resultado: 95 mil reais economizados por ano

No primeiro ano de uso, o impacto foi concreto:

- **Redução de refugo:** Com visibilidade dos parâmetros, ficou fácil detectar quando a temperatura saía do padrão. Ajustes rápidos evitaram lotes inteiros de sucata. Refugo caiu de 8% para 2,5%. Numa fábrica que mold 50 toneladas por mês, isso é 27,5 toneladas de sucata evitada por ano.

- **Menos retrabalho:** Paradas eram detectadas no momento. Operador sabia se continuava ou se o ciclo estava perdido. Retrabalho caiu 60%.

- **Eficiência de máquina:** Com dados reais (não estimativas), ficou óbvio quais ciclos duravam demais. Pequenos ajustes no processo dobraram a velocidade sem perder qualidade.

- **Menos mão de obra em controle:** Ninguém precisava ficar anotando ciclos, pesando lotes ou alimentando planilhas. O sistema fazia.

Total anual: 95 mil reais em redução de custos. O equipamento se paga em 3 meses.

Por que isso funciona em rotomoldagem, mas vale para qualquer máquina

A beleza da abordagem é que não depende de máquinas de ponta. Funciona em equipamento velho, simples, rústico - exatamente o que a maioria das fábricas tem. O sensor não precisa ser inteligente. O controlador IoT que ler o sensor é quem é.

A mesma lógica que funcionou em rotomoldagem já foi replicada em extrusoras, injetoras, tecelagens, empacotadoras. Sempre com o mesmo resultado: visibilidade real do processo, redução de custos e menos retrabalho.

Como levar para a sua fábrica

Se a sua operação tem máquinas rústicas, processos longos e decisões tomadas com atraso, o dispositivo pode ser seu aliado. O primeiro passo é simples: identificar **um único parâmetro crítico** que vocês hoje não conseguem monitorar. Pode ser peso, temperatura, ciclos, paradas ou qualidade.

Com um dispositivo prototipado em semanas, é possível começar a coletar. Em um ou dois meses de dados reais, qualquer fábrica sabe exatamente quanto economiza com mais visibilidade.

A FABRIM ajuda a desenhar, prototipar e integrar esse tipo de solução. Já fizemos rotomoldagem, mas também extrusão, injeção e processos muito mais exóticos. Se sua máquina merecia essa visibilidade, vamos conversar.

Quer aplicar isso na sua fábrica?

A FABRIM desenvolve o sistema sob medida e conecta as suas máquinas.

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